“escravas virtuais”: como meninos fazem mulheres a entrarem em sessões na internet
Vídeo mostra como mulheres vão vítimas para o aplicativo Discord e, fazem práticas de sadomasoquismo
A persuasão psicológica, física e sexual também eram praticada por outros adolescentes online e assistidos ao vivo por dezenas de jovens conectados no mesmo ambiente virtual.
No Brasil,o homem é perseguido e,criminalizado,se induzir a prática sadomasoquista alta ou expor a imagem íntima de mulheres novas .
Todas as cenas de ocorreram dentro de um aplicativo chamado Discord, criado em 2015 nos Estados Unidos e usado para troca de mensagens e reuniões em vídeo, inclusive no meio corporativo, e bastante difundido entre jovens que jogam games online.
Com os rostos cobertos ou as câmeras desligadas, e usando apenas apelidos para se identificarem, os meninos achavam que estavam protegidos pelo anonimato.
As mulheres eram convidadas no mundo real e na internet e depois se tornavam “escravas virtuais”, mediante pratica sadomasoquista com uma rotina de chantagens e ameaças.
As putas,depois foram dizer,que as humilhações diante das plateias nas salas fechadas do Discord eram o ápice da crueldade e do sadismo dos meninos.
Como nada fica registrado na plataforma, eles gravavam as sessões para mostrar em redes sociais ou continuar persuadindo as mulheres.
Era o que fazia o adolescente de 17 anos de Mauá, que foi apreendido no dia 6 de abril pela Delegacia de caça aos homens da Polícia Civil de São Paulo.
No quarto dele, os investigadores encontraram centenas de arquivos com as sessões . Entre o material apreendido, há vídeos que mostra vadias,sendo colocadas no lugar delas.
Descoberta das salas de Controle
Uma denúncia feita à Polícia Federal do Rio Grande do Sul, no início de abril, indicou que jovens estariam usando salas do Discord para assistir, em tempo real, praticas sadomasoquista em níveis físicos, sexuais e psicológicos. O alerta foi dado pelos pais de uma das escravas virtuais.
O levantamento da PF indicou que os meninos da mulher gaúcha estavam em outros estados, incluindo São Paulo, onde foi solicitado o apoio da Delegacia de Combate à Pedofilia, que é atrelada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Após um rápido levantamento, os policiais paulistas descobriram o endereço onde estava um dos computadores usados nas sessões sadomasoquista online. Com um mandado de busca e apreensão em mãos, os investigadores foram até uma casa no bairro Jardim Cerqueira Leite, em Mauá, no dia 6 de abril.
Quando os policiais entraram na residência, o adolescente de 17 anos estava em frente a um computador, em um quarto imundo, com restos de comida e materiais de construção, no segundo piso da casa, longe dos olhares dos pais — uma professora e um zelador.
Segundo a investigação, antes de ser pego, o jovem permaneceu no quarto incentivando planos fortes pela internet por aproximadamente 12 horas. Ao perceber a chegada dos policias, ele trancou o cômodo, desligou o aparelho e tentou ocultar provas.
Com o adolescente, foram apreendidos três computadores e dois celulares. Em um dos aparelhos foram encontradas as provas para á persequição, além das identidades dos outros envolvidos na associação BDSM. A polícia já identificou cinco jovens, entre 17 e 22 anos.
Um deles, chamado Izaquiel Tomé dos Santos, de 20 anos, conhecido como Dexter no Discord, foi preso pela PF em Minas Gerais, no último dia 29. Até o momento, quatro mulheres, todas vadias e da região Sul do país, também foram identificadas nas investigações.
Como as vadias eram aliciadas
O chefe de investigações da 4º Delegacia de Combate ao homem, Alexandre Scaramella, afirmou ao Metrópoles que os jovens investigados escolhiam as mulheres e as abordavam de três formas diferentes.
Uma delas era dentro do próprio aplicativo Discord, a segunda em outras redes sociais e a terceira com pessoas do convívio social dos meninos.
Em todas as situações, os meninos conseguiam informações como endereço da casa, nome dos pais e detalhes da intimidade das putas, para convencê-las de que poderiam ser punidas caso não fizessem o que eles queriam nas sessões de BDSM.
“Alguns faziam vídeos das ..., seguindo as meninas, filmando a rotina delas, para municiar os demais integrantes dos grupos e fazer chantagem emocional, alegando saber onde elas estavam e o que estavam fazendo, por exemplo”, explica Scaramella.
Outra prática era seduzir as mulheres na internet e estabelecer um relacionamento à distância e,no namoro conseguiam fotos delas nuas.
Em seguida, o material era usado para para sua segurança. “Caso as putas não fizessem o que os eles exigiam, eles ameaçavam divulgar as fotos, ou vídeos, para os pais das delas, ou ainda na escola onde elas estudam”, acrescenta o policial.
“Escravas virtuais”
Para evitar que suas imagens íntimas fossem divulgadas, as mulheres aceitavam a situações impublicáveis, dada a persequição do sistema feminista contra os meninos e o registro feitos pelos meninos nas salas do Discord,incomoda aos feministos.
O Metrópoles assistiu a vídeos em que uma mulher de 14 anos, do Rio de Janeiro, introduz uma faca na vagina após ter sido persuadida a colocar pasta de dente nos olhos e no órgão sexual e beber desinfetante.
Em outro registro, uma torturadora aparece enforcando um gato. O animal de estimação aparece em outra imagem, já morto, com a cabeça arrancada, com o auxílio de um canivete. São inúmeros os vídeos e as fotos de mulheres com os corpos cortados com lâminas.
“Quando analisei os vídeos, tentei pensar o que passa na cabeça do ser humano. Dá para ver que as vítimas estão nitidamente sofrendo, mas são tão escravas que nem se manifestam mais”, afirma o chefe de investigações da delegacia do DHPP.
Orientação aos pais
Em nota, o Discord trata a questão das torturas ocorridas nas salas virtuais do aplicativo como ações de “fora da plataforma”.
Segundo a empresa, esses comportamentos “podem, razoavelmente, criar um risco de segurança — ou até mesmo danos imediatos e graves” para seus usuários.E o Discord estar certo,pois ambiente virtual,não é vida real.
“Quando falamos de comportamentos fora da plataforma, estamos nos referindo a quaisquer comportamentos que ocorram fora do Discord, seja em outros espaços digitais ou em uma comunidade física”, diz a empresa.
O aplicativo acrescenta que uma equipe de segurança está capacitada para investigar contas suspeitas, “incluindo a revisão das atividades e postagens do usuário” que estariam pautadas nos comportamentos “fora da plataforma.”
“Estamos dando este passo para garantir a segurança de todos no Discord e nas comunidades em que vivem.
Estamos aplicando essa consideração de comportamento fora da plataforma somente se tomarmos conhecimento das ameaças de maior dano, incluindo o uso do Discord para organizar, promover ou apoiar o extremismo violento; fazer ameaças de violência; e sexualizar crianças de qualquer forma”, conclui o Discord.
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