A Neuroeducação

Introdução ao Estudo da Neurociência Aplicada à Educação 


Para iniciarmos nossa reflexão sobre a importância de conhecermos mais sobre a relação entre neurociência e Educação, sugerimos que você assista a dois vídeos. 

O primeiro vídeo refere-se a uma live gravada pelo professor e neurocientista Dr. Ramon M. Consenza acerca da compreensão da Neurociência e da Educação para o mundo contemporâneo.


O segundo vídeo,é da neuroeducadora belga Veerle Ponnet,que apresenta e traz algumas considerações a respeito de como o conhecimento básico da Neurociência aplicada à Educação deve fazer parte de todas as etapas do desenvolvimento escolar e educacional.



É importante considerar que este não é um conhecimento  com o intuito de responder de forma única e concreta todos os questionamentos levantados pela área da Educação e nem de oferecer respostas prontas e limitadas apenas a determinadas estratégias de aplicação, no que se refere às práticas de sala de aula.

 Isso porque vamos passar a compreender que os nossos cérebros são únicos e distintos, ou seja, nem sempre estratégias que se mostrem eficientes para alguns cérebros em desenvolvimento serão para os demais.

Desenvolver uma visão ampliada, que contemple mais que os aspectos que envolvem a aprendizagem e aquisição de conhecimentos nas diferentes disciplinas, torna-se fundamental para o adequado desenvolvimento psicossocial das crianças e adolescentes, minimizando possíveis desfechos negativos na vida adulta. 

Cada vez mais se mostra importante atentar para aspectos emocionais que podem interferir significativamente no curso das aprendizagens nos anos escolares.

O conteúdo apresentado, portanto, irá introduzir você , em conceitos básicos da área da Neurociência a partir de evidências científicas de estudos nacionais e internacionais que contribuem para estimular reflexões sobre as práticas educacionais em nosso país. 

A formação integral do indivíduo é parte das responsabilidades e objetivos que a escola possui, não estando limitada apenas ao ensino e desenvolvimento de conhecimentos de materiais como língua portuguesa, matemática, história e geografia.

A própria Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2018) sugere que possam ser trabalhados na educação aspectos cognitivos, emocionais e sociais. 

Aliás, muito se fala hoje no desenvolvimento das capacidades socioemocionais das crianças e adolescentes. Fazer com que a educação contribua para além da aquisição de conhecimentos a partir das disciplinas básicas passa a ser uma das missões de professores e educadores. 

Formar jovens cidadãos com habilidades sociais, inteligência emocional, pensamento criativo, educação financeira, capacidade de raciocínio, resolução de problemas e tomada de decisão passa a ser um dos grandes desafios da educação na contemporaneidade.

Para atender estas demandas, preocupamo-nos com a formação dos educadores e em prepará-los para melhor compreender e lidar com as necessidades das crianças e adolescentes. 

É importante retornarmos a propostas e ideias de autores expoentes e estudiosos do desenvolvimento humano que, em suas teorias e propostas, contribuíram significativamente para a formação das práticas educacionais.

Pode-se citar aqui Piaget, Montessori, Steiner, Erikson, Dewey, Elkind, Freud, Gardner, entre outros. As proposições teóricas e práticas de tais autores, aliadas ao entendimento de como o cérebro funciona e se desenvolve ao longo da infância e adolescência, serão fundamentais para a renovação de discursos e práticas educacionais.

 Prestar uma maior atenção nas necessidades básicas dos indivíduos ao longo de sua formação e considerar diferenças existentes entre os aspectos biopsicossociais das crianças, adolescentes, jovens e adultos conduzirá a adequação de práticas educacionais mais sensíveis e eficazes.


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